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Siderópolis | Reciclagem

O sustento da família por meio do lixo

O lixão foi fechado há oito anos na cidade de Siderópolis. A necessidade de sobreviver, levou o ex-funcionário e morador, João Carlos Pagani, a encontrar outra forma de ganhar dinheiro.

18/04/2012 14:55:56 - Atualizado em 18/04/2012 14:52:38
Jéssica Rosso /Prof. orientador Khaled Salama (SC3829JP)

Com uma moto e uma carroça, ele coleta o lixo de mais de 150 casas, no bairro Vila São Jorge. Separa e vende o material para as empresas de reciclagem.

Durante os quatro anos em que o lixão esteve em funcionamento, João era quem liderava os funcionários e conduzia o transporte do lixo na cidade. Paralelo ao serviços, montou e registrou uma empresa de reciclagem de plástico.

Segundo ele, as múltiplas funções começaram a sobrecarregá-lo. Decidiu deixar de trabalhar no lixão. “Emprestei meu caminhão para outra pessoa continuar, mas infelizmente o caminhão acabou quebrando. A parceria não deu certo. As coisas tomaram outro rumo e com isso perdi a empresa também”, explica. 

As contas começaram a chegar e João decidiu continuar a trabalhar com o lixo, porém, sozinho. “Tinha que sustentar a minha família. Comecei a passar nas lixeiras e fazer a coleta do lixo toda terça e sábado. Montei um depósito ao lado da minha casa para fazer a separação dos materiais e depois vender”, afirma.

A iniciativa deu certo. De acordo com ele, a pessoa que souber trabalhar com o lixo ganha dinheiro. “Não é muito, mas paga as contas. Com o dinheiro desse serviço, eu pago energia, água e compro gás”, comenta. Atualmente, João fabrica blocos de cimento e conduz um dos ônibus de estudantes do município, mas não deixou de lado o trabalho com o lixo.

Para a moradora Assunta Ferro Constantino, é algo que não rende muito, mas vale a pena para ajudar o meio ambiente. “O que ele faz não deixa de ser uma forma de conscientizar as pessoas”, diz.

 




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