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Família Tivoly é unida pelo amor à arte circense

Em sete anos de vida, percorridos entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por onde passou, o circo atraiu para seu cotidiano e para seu elenco novos artistas e colaboradores.

01/03/2013 11:10:03 - Atualizado em 01/03/2013 09:07:07
Rubia Ramos /Prof. orientador Cláudio Toldo (SC0640JP)

Circo de origens uruguaias, o Tivoly representa mais uma família unida pelo amor à arte circense e teatral. Marcelo Tivoly, uruguaio de 40 anos, nasceu e foi criado debaixo da lona do circo, e aos oito anos já se apresentava como palhaço no picadeiro. Hoje como diretor e artista do próprio circo, ele tem o dever de manter a tradição da arte circense e estar de olho nas inovações para proporcionar alegria e diversão ao público.

Ele conta que a origem da família dentro do circo não é muito antiga, pois tudo começou com seu pai. Este trabalhava no campo, numa cidadezinha do interior do Uruguai, e ao receber a visita de um circo provocou nele um súbito encantamento.

“Naquele tempo o espetáculo era feito com um lampião a óleo diesel e uma vitrola, então, para ganhar ingresso, meu pai trabalhava dando corda na vitrola”, relembra Tivoly. “Quando o circo teve de ir embora, meu pai, ainda adolescente, fugiu com ele e lá trabalhou, montou sociedade até construir o seu próprio”, relata.

Segundo ele, o início de sua empreitada como administrador de circo se deu em decorrência da aposentadoria do pai, que dividiu seu circo entre os quatro filhos. Assim o artista firmou sociedade com o irmão até fundar seu próprio circo há sete anos, o Tivoly.

Fazem parte da trupe nove pessoas que se revezam entre apresentações teatrais e circenses. Além de se apresentarem, os artistas têm a atribuição de montar e desmontar o acampamento do circo, confeccionar as próprias roupas, se maquiar para o espetáculo, vender pipoca e doces e cobrar a entrada minutos antes do início da apresentação.

A família de Marcelo Tivoly é composta de cinco pessoas: ele, a esposa, dois filhos e o genro. Os demais são pessoas que ao longo da jornada do circo se agregaram a ele, como Gerson Emerim, de 17 anos, que mesmo não tendo a família ligada à arte circense, sempre demonstrou desde pequeno interesse pelas acrobacias no tecido.

“Comecei pendurando lençóis na garagem de casa, até o dia em que minha tia me deu o tecido para as acrobacias e então eu assistia às apresentações na internet e reproduzia os movimentos”, conta Emerin. Ele ainda lembra que foi aos poucos aprendendo malabares. Perna-de-pau e quando o Circo Tivoly passou por sua cidade, Imbé, não teve dúvida, entraria para o mundo do picadeiro.

O trapezista Emerin apenas terminou o terceiro ano do ensino médio, e já foi morar definitivamente com o circo. Antes ele chegava a viajar 300 quilômetros todos os fins de semana para ir até onde o Tivoly estava.

“Uma vez me disseram que quem bebesse da água da chuva que escorresse da lona do circo viraria artista circense, na primeira chuva da temporada do circo Tivoly em minha cidade corri para beber desta água. Dito e feito, agora sou artista de circo”, lembra Emerim.

Dionathan dos Santos, mágico e pirofagista de 25 anos, também fugiu com o circo pelo amor à arte, e atualmente sua namorada, Joice Pisoni, viaja todo fim de semana para trabalhar com ele.

O filho caçula de Tivoly, Pablo, com seis anos, já se apresenta nas fitas acrobáticas, no tecido e como palhaço, dando sequência ao trabalho do pai e da mãe e assim garante mais uma geração de artistas na família.

O circo chega a se fixar em três ou quatro cidades por mês. Segundo Tivoly, é muito difícil fazer amigos neste ritmo, ainda mais porque a família não costuma se envolver com a sociedade dos municípios por onde passa. Isso como forma de respeitar o espaço dos munícipes e não criar vínculos.

Apesar de nem todos no grupo terem laços de sangue, Tivoly afirma que são sim uma grande família, pois convivem diariamente juntos, trabalham juntos e se preocupam um com o outro como se fossem da família.

O diretor do circo confia nessa união para dar sequência à antiga tradição circense e não permitir que se acabe. Ele ainda afirma que esta geração de artistas está bem encaminhada, mas sabem que precisam inovar sempre.

“Pedimos para que as pessoas prestigiem mais o circo, é uma arte que não se pode esquecer, e que Deus acenda uma luz em nossas cabeças para sabermos do que o público precisa para se divertir”, conclui Tivoly.

 




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